Durante todo o ano de 2010 a RCC dará um enfoque ainda mais especial à grande importância da Palavra de Deus em nossas vidas. Já em Janeiro, nosso Encontro Nacional de Formação terá como tema a moção “Unidos pela Tua Palavra, reconstruiremos as muralhas”. De fato, a Palavra de Deus tem esse poder maravilhoso de reconstruir tudo o que se encontra abatido na vida dos Seus filhos, de reanimar tudo o que está esmorecido no coração do homem, de levantar o caído, de ressuscitar o que está morto... É como canta o salmista: “Enviou a sua palavra para curá-los, para arrancá-los da morte.” (Sl. 106, 20). Ainda, São Paulo nos ensina que “Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra” (II Tm. 3, 16-17). Tornar-se um homem justo e perfeito à luz da Palavra de Deus é precisamente reconstruir as muralhas.
Muito tem sido usurpado de nós, não porque Deus não nos esteja amparando, mas porque temos permitido que se formem brechas e ruínas em nossas muralhas espirituais. Precisamos, pois, retornar ao primeiro amor e ao primeiro ardor espiritual, crescendo em profunda intimidade com o Senhor da vida; vivendo intensamente nossa identidade pentecostal-carismática, que implica numa contínua busca de santidade (prática da Palavra); procurando crescer na graça e no conhecimento do Senhor a partir da sua grande fonte de revelação: a Palavra! (“Anelai, pois, pelas minhas palavras, reclamai-as ardentemente e sereis instruídos” – Sab. 6, 11).
Como se costuma dizer, a Bíblia é o manual do cristão, isto é, ensina-nos por onde caminhar (“Vossa palavra é um facho que ilumina meus passos, uma luz em meu caminho” – Sl. 118, 105), é fonte poderosa de consolo nas adversidades (“O único consolo em minha aflição é que vossa palavra me dá vida” – Sl. 118, 50), é meio real de felicidade (“Feliz aquele que se compraz no serviço do Senhor e medita sua lei dia e noite” – Sl. 1,2), dá-nos novo ânimo para alcançar a graça e renova nossa esperança (“Simão respondeu-lhe: Mestre, trabalhamos a noite inteira e nada apanhamos; mas por causa de tua palavra, lançarei a rede. Feito isto, apanharam peixes em tanta quantidade, que a rede se lhes rompia." – Lc. 5,5), exorta-nos a sermos corajosos (“Tem ânimo, pois, e sê corajoso para cuidadosamente observares toda a lei que Moisés, meu servo, te prescreveu. Não te afastes dela nem para a direita nem para a esquerda, para que sejas feliz em todas as tuas empresas.” – Jos. 1,7), ensina-nos a proceder nas mais diversas situações de nossa vida, em nosso relacionamento conosco mesmo, com Deus e com os irmãos (“Aquele, porém, que guarda a sua palavra, nele o amor de Deus é verdadeiramente perfeito.” – I Jo. 2,5a).
Interessante é o fato de que a moção que nos foi dada pelo Senhor se encontra no plural: “Unidos reconstruiremos”! Isso significa que para levantarmos juntos nossos Grupos de Oração e dioceses do abatimento espiritual, para contemplarmos ainda mais as maravilhas do Senhor na RCC e na Igreja, para alcançarmos em plenitude a terra prometida, precisamos ter um objetivo comum, girar em torno de algo único: a Palavra de Deus! Ela precisa ser o referencial de nossa vida pessoal e comunitária. Precisamos, em outras palavras, aniquilar todo raciocínio e todo orgulho que se levanta contra o conhecimento de Deus, e cativar todo pensamento e o reduzir à obediência a Cristo (cf. II Cor. 10,5). A Palavra de Deus tem esse poder de nos converter e fazer-nos obedientes à vontade do Senhor.
Quanto mais meditamos em seus ensinamentos, mais nos conformamos ao sonho de Deus. É exatamente isso que São Paulo nos ensina quando diz “Porque a palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes e atinge até a divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração” (Hb. 4,12), ou seja, separa o que é bom do que é mau, o trigo do joio, as boas das más inclinações do nosso coração, dando-nos condições de reconhecer e cumprir a vontade de Deus. E as muralhas, o que são? São escudos de proteção daqueles que têm por Senhor o Deus de Israel (“feliz o povo cujo Deus é o Senhor!” – Sl. 143, 15b) e não se deixam enganar por outras vozes.
Reconstruamos, pois, as nossas muralhas espirituais no poder da Palavra vivida, para que o ladrão não tenha espaço em nossa vida e em nosso meio. “Aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática é semelhante a um homem prudente, que edificou sua casa sobre a rocha." (Mt. 7,24). “Hei de deleitar-me em vossas leis; jamais esquecerei vossas palavras. Concedei a vosso servo esta graça: que eu viva guardando vossas palavras.” (Sl. 118, 16-17).
Vinícius Rodrigues Simões
Coord. Comissão Estadual de Formação RCC/RJ
| Comentários |
|
3.25 Copyright (C) 2007 Alain Georgette / Copyright (C) 2006 Frantisek Hliva. All rights reserved."
| < Anterior | Próximo > |
|---|






