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E como está o som de sua orquestra?

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Nossas equipes de serviço, seja nos Grupos de Oração, nos Vicariatos, nas Regionais, nos Decanatos, nas Dioceses e no Estado devem zelar com todo o empenho pela comunhão efetiva de seus membros. Um dos projetos de Jesus para os seus discípulos está manifesto em sua Oração Sacerdotal: “Que sejam um para que o mundo creia!” (cf. Jo. 17, 21). Através deste pedido ao Pai, Jesus nos revela um dos grandes segredos para que o Seu Evangelho seja anunciado com eficácia ao mundo, e esse segredo é precisamente um modo de ser, uma postura: sermos um!

Não devemos nos iludir. Ser um com o(a) irmão(ã) requer de nós atitudes cristãs verdadeiramente maduras. É uma prova de fogo! Implica em aceitar o(a) irmão(ã) do jeito que ele(a) é hoje e amá-lo(a) apesar daquilo que eventualmente não gostamos nele(a). Implica, ainda, numa predisposição constante ao perdão sempre tentando compreender os tristes motivos que levaram o(a) irmão(ã) a proceder daquela maneira conosco, sendo certo que nós igualmente e não raro ferimos as pessoas em nossa volta por outras tantas tristes motivações. Requer humildade para saber acolher um modo de pensar diverso do nosso – afinal de contas, o jardim de Deus não poderia ter uma só espécie de flor –, requer renúncia a nós mesmos – vejo que muitas vezes nossos brios são exacerbados, tendemos a nos proteger e defender demais –. Implica ainda em obediência – a chave da justiça de Deus –, respeito pelos filhos(as) de Deus, amor decidido pela Igreja de Cristo.

Para o pleno funcionamento e efetividade de nossas equipes de serviço devem ser desterrados de nosso meio as divisões, as competições – afinal de contas o Único que manda é o Senhor –, as invejas, os pré-julgamentos, as mágoas não trabalhadas (pois mágoas vão haver, mas precisam ser imediata e constantemente trabalhadas pelo Espírito Santo em nosso interior), a rebeldia. Estas “ervas daninhas” contaminam todo o trabalho e minam a Obra de Deus. E pior! Enquanto isso, o mundo continua produzindo seus frutos podres que seduzem a muitos que deveriam estar rumo à salvação, quem sabe, através do Evangelho pregado por nossas equipes através de um coerente jeito cristão de ser: a comunidade (unidade, união total de pessoas).

Uma ilustração que certamente nos ajudará a entender esta atitude de comunhão tão necessária a nossas equipes é a da orquestra. Uma orquestra, por vezes, é composta por mais de cem músicos, tocando cada um o seu instrumento no momento certo, na intensidade pertinente, numa cumplicidade total com o outro e no ritmo indicado pelo maestro. Ali ninguém é mais ou menos importante! Se alguém deixa de tocar, a obra perde o brilho; por outro lado, se alguém toca em hora imprópria gera o risco de prejudicar toda a execução. Ninguém pode estar desafinado, pois o ruído dissonante contamina e tende a desarmonizar toda a orquestra.

Ora, na RCC e na Igreja como um todo, cada um tem uma atribuição e uma aptidão que lhe foram dadas por Deus. O meu ministério (serviço) precisa ser como o instrumento musical que é tocado no momento certo e que atua na intensidade que lhe for pertinente, sempre complementando e continuando o trabalho do irmão. Trata-se da complementaridade na missão de Cristo. Precisamos estar sempre afinados, isto é, livres da divisão, da competição, das rixas, do desejo de poder, da falta de perdão, da fofoca, da aspereza, etc. O maestro – ah, esse é o Virtuoso! – é o Espírito Santo. É Ele quem controla e dirige aquela diversidade de sons, cada um tocando uma melodia própria que se encaixam entre si formando o todo e é essa totalidade integrada que encanta as pessoas. O mundo quer ver o espetáculo da comunhão através de nossas equipes de serviço. Nesse momento, todos crerão! Que sejam um para que o mundo creia!” (cf. Jo. 17, 21).

Lembremo-nos da Palavra do Senhor que diz: “Perseveravam eles na doutrina dos apóstolos, na reunião em comum, na fração do pão e nas orações. Todos os fiéis viviam unidos e tinham tudo em comum. Unidos de coração freqüentavam todos os dias o templo. Partiam o pão nas casas e tomavam a comida com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e cativando a simpatia de todo o povo. E o Senhor cada dia lhes ajuntava outros que estavam a caminho da salvação.” (At. 2, 42.44.46-47). Veja, a unidade daquele povo cativava a simpatia de todo o povo. Será que a postura de nossas equipes está cativando a simpatia do povo? Eu e você precisamos perseguir a comunhão, isto é, temos de nos decidir por ela e promovê-la em todos os momentos, lembrando sempre o seguinte: a matéria-prima para a comunhão é o conflito. Ou seja, é no momento de divergência, de incompreensão, de insatisfação, de contrariedade que somos desafiados a não dividir, mas a fazer verdadeira comunhão no amor de Cristo.

A Deus toda a glória e para nós o Espírito Santo!

Vinícius Rodrigues Simões

Coord. Estadual Ministério de Formação – RCC/RJ  



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