"Conversão é mudança de vida, em grego temos a expressão “metanóia”, significando mudança de direção."Esta foi a pregação de João Batista preparando o caminho do Senhor. Cumpriu-se pela encarnação do Verbo, porém continua como o grande apelo missionário na atualidade. Mensagem tão evangélica que se torna ao mesmo tempo “tão antiga e tão nova”. Estamos em tempo de conversão para implantar na nossa vida pessoal este Reino esperado.
Conversão é mudança de vida, em grego temos a expressão “metanóia”, significando mudança de direção. Conversão enquanto vocabulário evangélico indica abandono de uma vida de pecado e inserção numa vida de santidade cristã. De fato, temos muitos convertidos nas aparências e palavras, porém atraídos pelos vícios praticados na escuridão. Muitos pensam que escondendo dos homens os próprios pecados o fazem do criador.
Assim como a luta contra as tentações é diária, a conversão vai acontecendo a cada minuto da nossa existência. Quem dera pudéssemos dizer: Estou convertido e não peco mais. Infelizmente somos fracos e alguns são capazes de nos convencer que a perversão é mais meritória que a conversão. Mesmos os atos que cometemos por fraqueza vêm a ser pecado. Exatamente quando parecemos estar em estádio de graça infelizmente caímos. Apesar das quedas brilharão na glória aqueles que se levantarem. Alguns acham não ter mais força para a mudança que a vida em santidade exige, mas temos que considerar que as bênçãos de Deus acompanham nossos esforços humanos. O pecado que cometi hoje não deve ser meu companheiro de caminhada. Pela fé, praticada numa sincera confissão, posso livrar-me dele e fazer todo o esforço para não mais cometê-lo.
O sentido da minha conversão se baseia numa realidade chamada aproximação do Reino dos Céus. Não é um Reino apenas esperado, mas implantado quando Cristo é acolhido. Cristo é Aquele que nem São João, nem nós somos dignos de desamarrar suas sandálias. Ele é maior que todos e sua autoridade supera a voz de qualquer profeta. Aliás, Jesus não é profeta, é o próprio Deus.
Este Jesus anunciado por João deu-nos um batismo no Espírito Santo e no fogo. Termos estranhos. Exatamente. Ser batizado no Espírito Santo significa receber de Deus a defesa e reavivar a fé na salvação trazida pelo Cristo. O Espírito é a terceira pessoa da Santíssima Trindade e é aquele que nos move, nos vivifica. Em pentecostes a manifestação do Espírito foi através de línguas de fogo. Com esta infusão os apóstolos foram impulsionados a convidar homens e mulheres a converterem-se à fé cristã e cumpriram esta missão. O fogo, ao mesmo tempo em que destrói tem a capacidade de transformar.
Nesta pregação de João temos dois elementos que se opõe a água que purifica e o fogo que transforma. João, o Batizador, foi o profeta da água, símbolo da travessia do Mar Vermelho e preparando para a libertação. Nele temos a figura de Moisés “das águas”. Em Jesus, a Palavra Encarnada, temos o batismo de fogo. Justamente pelo Fogo, chamado de Sarça ardente, Moisés ouvia a voz do Pai. Jesus, apresentado por João como aquele que batiza com fogo é para nós a voz do Pai. Portanto, batizado com o fogo é aquele que acolhe a palavra transformadora do Filho, o seu Evangelho.
Não nos iludamos achando longínquo o Reino dos Céus. Ele está tão próximo e está na vida dos que acolhem as santas palavras do Salvador, daqueles que se convertem. Quando acolhemos o Filho, recebemos com ele o Reino dos Céus.
Pe. Marcos Paulo Pinalli da Costa
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