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JESUS, UM EXORCISTA JUDEU?

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[...]Para entendermos os textos bíblicos, faz-se necessário, pesquisar e investigar os contextos sociais, políticos, econômicos e ideológicos (aqui entram as idéias religiosas) da época do autor ou dos autores dos textos sagrados[...]

                                                              

É inegável a influência das mitologias pagãs e das figuras de linguagem dos textos apócrifos e pseudepígrafos que adentraram na fé judaica a partir dos dois últimos séculos antes da era cristã e, em conseqüência, nos textos do nosso NT. Os redatores dos evangelhos reproduziram o contexto vivido em seus tempos e espaços. A crença em demônios e diabos era algo comum, como um caldo de cultura vivido por eles. Mas o que dizer, à luz da fé judaico-cristã, sobre os seguintes tópicos: Jesus foi um exorcista? E as curas, e as “expulsões” de espíritos impuros a que se referem os textos dos evangelhos?

 

Para transmitir a revelação da vitória de Cristo sobre todos os poderes do mal, o NT utiliza, entre outros, as figuras de satanás, do Diabo e dos demônios ou espíritos maus ou impuros que, na época de Cristo, faziam parte do horizonte cultural comum a todos os povos. O objeto da fé cristã é a vitória do Salvador sobre o mal em todas as suas manifestações. [1]

 

Para entendermos os textos bíblicos, faz-se necessário, pesquisar e investigar os contextos sociais, políticos, econômicos e ideológicos (aqui entram as idéias religiosas) da época do autor ou dos autores dos textos sagrados; conhecermos os gêneros literários então em voga, as maneiras de pensar e de transmitir o que os autores dos mesmos querem dizer, transmitir e dar a entender. [2] Para isto não podemos nos prender a uma leitura fundamentalista, pois esta nem é bíblica e nem é eclesial. [3]

 

Se dissermos que Jesus acreditava na existência de diabos, demônios e de satanás, como um ser, como um ente ontológico, estaremos chamando-o de idólatra, pois para a fé judaica (e Jesus era judeu), afirmar a existência de um ser ontológico fora ou ao lado de Javé é idolatria. Ele foi fiel a seu Deus em tudo. Jesus não foi um exorcista no sentido de alguém que expulsa o diabo do corpo de outrem, como popularmente se conhece o termo, ontem como hoje. Definitivamente, não. Naquele tempo, em continuidade com o pensamento sincrético judaico do pós-exílio, era típico dos homens transformarem em exorcistas aqueles que sabiam combater as doenças da época, ou os que tinham um carinho especial pelos doentes de todo tipo, os que deles se aproximassem para curá-los etc; para a racionalidade judaica pós-exílica, os que assim procedessem eram considerados bruxos, curandeiros, pois estes tratavam dos doentes e traziam a cura. Por isto eram vistos com reserva. [4] Os judeus herdaram estas concepções de doenças como causadas pelos demônios, das mitologias mesopotâmicas, persa, grega e, na época da Igreja iniciante, dos romanos.

 

As enfermidades sejam quais forem e, para a época neotestamentária,  eram como algo demoníaco, provocadas por demônios e tornou-se uma crença tão forte, que em Roma  havia um templo erguido em honra ao demônio da febre, que é de origem mesopotâmica. [5]  Jesus curava os doentes de seu tempo e nos textos em grego do NT, o verbo usado é qerapeusen (terapeusen, curar) e não o verbo ekkzorzizo (ekxorciso, expulsar).

 

Jesus, em conformidade com a originalidade da fé judaica, não acreditava no poder dos demônios, mas só no poder de Deus e em Mt 15, 18-19 e em Mc 7,20-23, Jesus é enfático em afirmar que é o homem que causa o seu próprio mal e não algo que vem de fora do homem. Em Tiago 1,12-15 o autor critica os que atribuem a Deus o mal que os aflige e diz que é do “interior” do homem, que vem a decisão de praticar o mal. Nisto o autor segue o pensamento de Jesus que, por sua vez, segue o pensamento sacerdotal do autor de Gn 1,3 onde se diz que Deus fez a luz e a separou das trevas. Para o redator Deus fez apenas a luz separando-a das trevas, pois estas não são obras de Deus, mas dos homens. No texto de Gn 6, 5 - 12, antropomorficamente, o autor diz que Javé viu a maldade dos homens sobre a terra (v 5), arrependeu-se de tê-lo criado (v 6) e, em conseqüência, a terra estava corrompida e cheia de violência por causa da maldade dos homens (v 11 e 12).   Segundo Jó 5, 6-7,  é o homem que cria seu próprio mal. Então para os redatores bíblicos o mal não vem de Deus e nem de um poder ontológico ao lado daquele, mas é uma decisão do ser humano e que, metaforicamente, os autores bíblicos dizem que é do coração do homem que sai o mal, pois acreditava-se que tudo na vida se decidia pelo coração.  Em Eclo 21, 27 se diz que “Quando o ímpio amaldiçoa a Satanás, amaldiçoa a si próprio” [6]  

 



[1] GOPEGUI, Juan A.Ruiz,sj. As Figuras Bíblicas do Diabo e dos Demônios em Face da Cultura Moderna, IN: Perspectiva Teológica, ano XXIX, set-out de 1997, p. 327-352.

 

[2] Ver: doc. Do Vat. II “Dei Verbum”, (Palavra de Deus), nº 12.

[3] Doc da  Pontifícia Comissão Bíblica, “A Interpretação da Bíblia na Igreja”, 1a  parte, “F”, p. 82-86.

[4] A palavra grega farmakoV, isto é, bruxo, feiticeiro, e que em português foi traduzido por, farmacêutico. No texto do evangelho atribuído a Marcos em 1, 1- 45, o primeiro a ser escrito, lá pelos anos 80 da EC, o autor diz que ao curar um leproso, alguém que ficava isolado de todos e fora da cidade, Jesus não pode entrar na dita cuja, ficando fora dela. Ele não era aceito por ficar ao lado dos doentes, dos  pobres,  e era solidário com estes. Quem tratasse alguém doente, ficasse a seu lado não era bem visto pela população e especialmente pelos dirigentes políticos e religiosos da época.

[5] QUEVEDO, Oscar G. Antes que os Demônios Voltem, São Paulo, Loyola, 1989.

[6] Na Bíblia do Peregrino (BP), Alonso Schökel diz que “O ímpio ou o perverso não deve lançar maldição em Satanás, como Eva no paraíso, porque ele é Satanás  para si mesmo, porque trás dentro de si a malícia de Satã. BP nota ao texto de Rm 7, 14-23, São Paulo, Paulus, 2002,p. 1619.



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Jose Maria  - Fico com a Igreja   |11-09-2009 22:38:52
Audiência do Papa Paulo VI do dia 15 de novembro de 1972 - Alocução “Livrai-nos do mal” - Publicado no L’Osservatore Romano, ed. port. em 24/11/1972.



“Atualmente, quais são as maiores necessidades da Igreja?

Não deveis considerar a nossa resposta simplista, ou até supersticiosa e irreal: uma das maiores necessidades é a defesa daquele mal, a que chamamos Demônio.

Antes de esclarecermos o nosso pensamento, convidamos o vosso a abrir-se à luz da fé sobre a visão da vida humana, visão que, deste observatório, se alarga imensamente e pene­tra em singulares profundidades. E, para dizer a verdade, o quadro que somos convidados a contemplar com realismo global é muito lindo. É o quadro da criação, a obra de Deus, que o próprio Deus, como espelho exterior da sua sabedoria e do Seu poder, admirou na sua beleza substancial (cf. Gn 1,10 ss.).

Além disso, é muito interessante o quadro da história dramática da humanidade, da qual emerge a da redenção, a de Cristo, da nossa salvação, com os seus magníficos tesou­ros de revelação, de profecia, de santidade, de vida elevada a nível sobrenatural, de promessas eternas (cf. Ef 1,10). Se soubermos contemplar este quadro, não poderemos deixar de ficar encantados (Santo Agostinho, Solilóquios); tudo tem um sentido, tudo tem um fim, tudo tem uma ordem e tudo deixa entrever uma Presença-Transcendência, um Pensamento, uma Vida e, finalmente, um Amor, de tal modo que o universo, por aquilo que é e por aquilo que não é, se apresenta como uma preparação en­tusiasmante e inebriante para alguma coisa ainda mais bela e mais perfeita (cf. ICor 2,9; Rm 8,19-23). A visão cristã do cosmo e da vida é, portanto, triunfalmente otimista; e esta visão justifica a nossa alegria e o nosso reconhecimento pela vida, motivo por que, celebrando a glória de Deus, canta­mos a nossa felicidade.



Ensinamento Bíblico



Esta visão, porém, é completa, é exata? Não nos impor­tamos, porventura com as deficiências que se encontram no mundo, com o comportamento anormal das coisas em rela­ção à nossa existência, com a dor, com a morte, com a mal­dade, com a crueldade, com o pecado, numa palavra, com o mal? E não vemos quanto mal existe no mundo especialmen­te quanto à moral, ou seja, contra o homem e, simultanea­mente, embora de modo diverso, contra Deus? Não consti­tui isto um triste espetáculo, um mistério inexplicável? E não somos nós, exatamente nós, cultores do Verbo, os cantores do Bem, nós crentes, os mais sensíveis, os mais perturbados, perante a observação e a prática do mal? Encontramo-lo no reino da natureza, onde muitas das suas manifestações, se­gundo nos parece, denunciam a desordem. Depois, encon­tramo-lo no âmbito humano, onde se manifestam a fraqueza, a fragilidade, a dor, a morte, e ainda coisas piores; observa-se uma dupla lei contrastante, que, por um lado, quereria o bem, e, por outro, se inclina para o mal, tormento este que São Paulo põe em humilde evidência para demonstrar a necessidade e a felicidade de uma graça salvadora, ou seja, da salvação trazida por Cristo (Rm 7); já o poeta pagão Ovidio tinha denunciado este conflito interior no próprio cora­ção do homem: “Video meliora proboque, deteriora sequor”(Ovídio Met.7, 19). Encontramos o pecado, perversão da liberdade humana e causa profunda da morte, porque é um afastamento de Deus, fonte da vida (cf. Rm 5,12) e, também, a ocasião e o efeito de uma intervenção, em nós e no nosso mundo, de um agente obscuro e inimigo, o Demônio. O mal já não é apenas uma deficiência, mas uma eficiência, um ser vivo, espiritual, pervertido e perversor. Trata-se de uma realidade terrível, misteriosa e medonha.

Sai do âmbito dos ensinamentos bíblicos e eclesiásticos quem se recusa a reconhecer a existência desta realidade; ou melhor, quem faz dela um princípio em si mesmo, como se não tivesse, como todas as criaturas, origem em Deus, ou a explica como uma pseudo-realidade, como uma personi­ficação conceitual e fantástica das causas desconhecidas das nossas desgraças.

O problema do mal, visto na sua complexidade em rela­ção à nossa racionalidade, torna-se uma obsessão. Constituí a maior dificuldade para a nossa compreensão religiosa do cosmo. Foi por isso que Santo Agostinho penou durante vários anos: “Quaerebam unde malum, et non erat exitus”, pro­curava de onde vinha o mal e não encontrava a explicação. (Confissões, VII,5 ss)

Vejamos, então, a importância que adquire a advertência do mal para a nossa justa concepção; é o próprio Cristo quem nos faz sentir esta importância. Primeiro, no desenvol­vimento da história, haverá quem não recorde a página, tão densa de significado, da tríplice tentação? E ainda, em mui­tos episódios evangélicos, nos quais o Demônio se encontra com o Senhor e aparece nos seus ensinamentos (cf. Mt 1,43)? E como não haveríamos de recordar que Jesus Cristo, referindo-se três vezes ao Demônio como seu adversário, o qualifica como “príncipe deste mundo” (Jo 12,31; 14,30; 16,11)? E a ameaça desta nociva presença é indicada em muitas passagens do Novo Testamento. São Paulo chama-lhe “deus deste mundo” (2Cor 4,4) e previne-nos contra as lutas ocultas, que nós cristãos devemos travar não só com o Demônio, mas com a sua tremenda pluralidade: “Revesti-vos da armadura de Deus para que possais resistir às cila­das do Demônio. Porque nós não temos de lutar (só) contra a carne e o sangue, mas contra os Principados, contra os Dominadores deste mundo tenebroso, contra os Espíritos malignos espalhados pelos ares” (Ef 6,11-12).

Diversas passagens do Evangelho dizem-nos que não se trata de um só demônio, mas de muitos (cf. Lc 11,21; Mc 5,9), um dos quais é o principal: Satanás, que significa o adversário, o inimigo; e, ao lado dele, estão muitos outros, todos criaturas de Deus, mas decaídas, porque rebeldes e condenadas; constituem um mundo misterioso transformado por um drama muito infeliz, do qual conhecemos pouco (cf. DS 800).



O Inimigo Oculto



Conhecemos, todavia, muitas coisas deste mundo diabó­lico, que dizem respeito à nossa vida e a toda a história humana. O Demônio é a origem da primeira desgraça da huma­nidade; foi o tentador pérfido e fatal do primeiro pecado, o pecado original (cf. Gn 3; Sb 1,24). Com aquela falta de Adão, o Demônio adquiriu um certo poder sobre o homem, do qual só a redenção de Cristo nos pode libertar.

Trata-se de uma história que ainda hoje existe: recorde­mos os exorcismo do batismo e as freqüentes referências da Sagrada Escritura e da Liturgia ao agressivo e opressivo “domínio das trevas” (Lc 22,53). Ele é o inimigo número um, o tentador por excelência. Sabemos, portanto, que este ser mesquinho, perturbador, existe realmente e que ainda atua com astúcia traiçoeira; é o inimigo oculto que semeia erros e desgraças na história humana.

Deve-se recordar a significativa parábola evangélica do trigo e da cizânia, síntese e explicação do ilogismo que pare­ce presidir às nossas contrastantes vicissitudes: “Inimicus homo hoc fecit” (Mt 13,2). É o assassino desde o princípio… e “pai da mentira”, como o define Cristo (cf. Jo,44-45); é o insidiador sofista do equilíbrio moral do homem. Ele é o pér­fido e astuto encantador, que sabe insinuar-se em nós atra­vés dos sentidos, da fantasia, da concupiscência, da lógica utópica, ou de desordenados contatos sociais na realização de nossa obra, para introduzir neles desvios, tão nocivos quanto, na aparência, conformes às nossas estruturas físicas ou psíquicas, ou às nossas profundas aspirações instintivas.

Este capítulo, relativo ao Demônio e ao influxo que ele pode exercer sobre cada pessoa, assim como sobre comuni­dades, sobre inteiras sociedades, ou sobre acontecimentos, é um capitulo muito importante da doutrina católica, que deve ser estudado novamente, dado que hoje o é pouco. Algumas pessoas julgam encontrar nos estudos da psicaná­lise ou da psiquiatria, ou em práticas evangélicas, no princi­pio da sua vida pública, de espiritismo, hoje tão difundidas em alguns países, uma compensação suficiente. Receia-se cair em velhas teorias maniqueístas, ou em divagações fan­tásticas e supersticiosas. Hoje, algumas pessoas preferem mostrar-se fortes, livres de preconceitos, assumir ares de po­sitivistas, mas depois dão crédito a muitas superstições de magia ou populares, ou pior, abrem a própria alma - a própria alma batizada, visitada tantas vezes pela presença eu­carística e habitada pelo Espírito Santo - às experiências licenciosas dos sentidos, às experiências deletérias dos estupefacientes, assim como às seduções ideológicas dos erros na moda, fendas estas por onde o maligno pode facilmente penetrar e alterar a mentalidade humana.

Não quer dizer que todo o pecado seja devido diretamente à ação diabólica; mas também é verdade que aquele que não vigia, com certo rigor moral, a si mesmo (cf. Mt 12,45; Ef 6,11), se expõe ao influxo do “mysterium iniquita­tis”, ao qual São Paulo se refere (2Ts 2,3-12) e que torna pro­blemática a alternativa da nossa salvação.

A nossa doutrina torna-se incerta, obscurecida como está pelas próprias trevas que circundam o Demônio. Mas a nossa curiosidade, excitada pela certeza da sua doutrina múltipla, torna-se legitima com duas perguntas: Há sinais da presença da ação diabólica e quais são eles? Quais são os meios de defesa contra um perigo tão traiçoeiro?



A Ação do Demônio



A resposta à primeira pergunta, requer muito cuidado embora os sinais do Maligno às vezes pareçam tornar-se evi­dentes (Tertuliano, Apologia, 23). Podemos admitir a sua atuação sinistra onde a nega­ção de Deus se torna radical, sutil ou absurda; onde o engano se revela hipócrita, contra a evidência da verdade; onde o amor é anulado por um egoísmo frio e cruel; onde o nome de Cristo é empregado com ódio consciente e rebel­de (cf. ICor 16,22; 12,3); onde o espírito do Evangelho é fal­sificado e desmentido; onde o desespero se manifesta como a última palavra, etc. Mas é um diagnóstico demasiado amplo e difícil, que agora não ousamos aprofundar nem autenticar; que não é desprovido de dramático interesse para todos, e ao qual até a literatura moderna dedicou páginas famosas (*). O problema do mal continua a ser um dos maiores e perma­nentes problemas para o espírito humano, até depois da res­posta vitoriosa que Jesus Cristo dá a respeito dele.

“Sabemos - escreve o evangelista São João - que todo aquele que foi gerado por Deus guarda-o, e o Maligno não o toca” (IJo 5,19).



A Defesa do Cristão



A outra pergunta, que defesa, que remédio, há para com­bater a ação do Demônio, a resposta é mais fácil de ser for­mulada, embora seja difícil pô-la em prática. Poderemos di­zer que tudo aquilo que nos defende do pecado nos protege, por isso mesmo, contra o inimigo invisível. A graça é a defesa decisiva. A inocência assume um aspecto de fortaleza. E, depois, todos devem recordar o que a pedagogia apostóli­ca simbolizou na armadura de um soldado, ou seja, as virtu­des que podem tornar o cristão invulnerável (cf. Rm 13,13; Ef 6,11-14-17; lTs 5,8). O cristão deve ser militante; deve ser vigilante e forte (lPd 5,8); e algumas vezes, deve recorrer a algum exército ascético especial, para afastar determinadas invasões diabólicas; Jesus ensina-o, indicando o remédio “na oração e no jejum” (Mc 9,29). E o apóstolo indica a linha mestra que se deve seguir: “Não te deixes vencer pelo mal; vence o mal com o bem” (Rm 12,21; Mt 13,29).

Conscientes, portanto, das presentes adversidades em que hoje se encontram as almas, a Igreja e o mundo, procurare­mos dar sentido e eficácia à usual invocação da nossa oração principal: “Pai nosso… livrai-nos do mal”.

Contribua para isso a nossa Bênção apostólica
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