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Um mistério apaixonante PDF Imprimir E-mail
Artigos - Estudos
Escrito por admin   
Qui, 03 de Janeiro de 2008 04:33
TerraO Criador esbanjou sabedoria, amor e poder, ao constituir os átomos, as células, o DNA, as forças magnéticas, a diversidade de seres vivos.

Os antigos gregos tiveram uma cultura simplesmente estonteante. Nenhum povo, como um todo, os superou na sabedoria. Ainda mais com os parcos recursos que possuíam. Sobre a existência de Deus não havia entre eles vacilação. Para eles, que descobriram a metafísica, havia pouco espaço para ateus, não como acontece nos dias atuais. Hoje as pessoas mais “avançadas” não admitem nem uma, nem outra coisa. Também o ser humano chegaram a definir como o microcosmos. Isto é, o Homem foi considerado por eles como o resumo de todo o universo. Nele, segundo seu conceito, estava presente o princípio espiritual (a inteligência e a vontade livre), e todas as perfeições da vida animal, vegetal e mineral. Mas, por lhes faltarem as luzes da Revelação Divina, não chegaram a ter a idéia de criação. A Bíblia revela que todo o cosmos foi uma obra de amor do Pai Celeste em favor de seu Filho, e Nele também em nosso favor.

O Criador esbanjou sabedoria, amor e poder, ao constituir os átomos, as células, o DNA, as forças magnéticas, a diversidade de seres vivos. Esbanjou ao formar o planeta Terra, que até agora é o único local possível de haver vida complexa. Uma vez que fez outros planetas sem atmosfera, sem água, com calor excessivo, com frio insuportável, com rotação muito veloz ou muito lenta demais, por enquanto sobra apenas o nosso planeta-água, como centro das atenções divinas para abrigar a vida. Mas tudo isso não é nada. Porque a maior obra do Pai Eterno não é isso, mas sim, a pessoa de Jesus. Neste Ele simplesmente exagerou em perfeição. Basta olhar para esse detalhe: Ele é uma pessoa divina, tendo em si, perfeitamente harmonizadas, a natureza humana e a divina. Só mesmo o Espírito Divino pôde realizar isso, a ponto de uma natureza não anular a outra. Em momento algum Jesus deixou de ser Deus, ou deixou de ser Homem. Quando dizia “eu” havia perfeita auto-consciência. “Tu me teceste no seio materno” (Sl 139, 13). É impossível um ser racional, ficar insensível diante dessa figura, que as Escrituras chamam de “Homem Perfeito” (Hb 7, 28). A Psicologia, a Filosofia e mesmo a Teologia, ainda tem diante de si um desafio a gastar os neurônios durante alguns milênios.

Dom Aloísio Roque Oppermann
Arcebispo de Uberaba (MG)
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