Para haver uma verdadeira iluminação para a vida pública e particular, é necessário que exista a fé em Deus e em Cristo.É evidente que todos queremos uma sociedade melhor, com mais transparência, honestidade e solidariedade. Não é com um passe de mágica que vamos conseguir deixar de lado tanta corrupção, tanta injustiça social e tanto festival de mentiras que assolam nossa vida social. A tranqüilidade da ordem pública e a estabilidade das relações é um sonho que teima em permanecer aceso. Simplesmente porque a normalidade da convivência humana é a reta ordem, onde exista espaço para o desenvolvimento pacífico de todos os indivíduos que tomam parte do tecido social. Muitos acreditam no poder universal da Educação, para se alcançarem patamares mais altos de vida moral. Sim, isso é bastante verdadeiro, quando perpassada por princípios que tenham lastro. A família e a escola são lugares de se forjarem as personalidades. Mas isso ainda não é tudo.
Para haver uma verdadeira iluminação para a vida pública e particular, é necessário que exista a fé em Deus e em Cristo. Esse é o princípio que pode ser considerado o alicerce de uma radical renovação. Alguns mentores de ética laica afirmam que podemos alcançar a excelência na formação moral das pessoas, sem recorrer a motivações sobrenaturais. Temo que estejam vivendo de “sobras” da moralidade cristã. A estabilidade ética precisa estar ancorada em valores perenes, vinculados à dimensão religiosa. Esses carregam no seu bojo a solução dos graves problemas da convivência humana. As soluções para uma boa vida ética dependem das nossas visões do homem, e do sentido religioso que imprimimos na vida. A moral depende, muito mais que de princípios, depende de uma Pessoa, que é a do nosso Mestre e Salvador. Então, os valores éticos não precisam ser procurados e descobertos. Eles já existem. “Eu sou o Caminho” (Jo 14, 16). Tudo se concentra na própria pessoa de Cristo. A Ele nós queremos amar e imitar. Com Ele teremos condições para transformar a nossa própria vida. Então se concretiza a fé, firmemente ancorada. Nós nos transformamos, a partir de dentro, e não por imposições externas. “Quem fica unido a mim, e eu a ele, dará muito fruto” (Jo 15,5). Sem âncora espiritual, a escuridão acaba com qualquer moral.
Dom Aloísio Roque Oppermann
Arcebispo de Uberaba
Para haver uma verdadeira iluminação para a vida pública e particular, é necessário que exista a fé em Deus e em Cristo. Esse é o princípio que pode ser considerado o alicerce de uma radical renovação. Alguns mentores de ética laica afirmam que podemos alcançar a excelência na formação moral das pessoas, sem recorrer a motivações sobrenaturais. Temo que estejam vivendo de “sobras” da moralidade cristã. A estabilidade ética precisa estar ancorada em valores perenes, vinculados à dimensão religiosa. Esses carregam no seu bojo a solução dos graves problemas da convivência humana. As soluções para uma boa vida ética dependem das nossas visões do homem, e do sentido religioso que imprimimos na vida. A moral depende, muito mais que de princípios, depende de uma Pessoa, que é a do nosso Mestre e Salvador. Então, os valores éticos não precisam ser procurados e descobertos. Eles já existem. “Eu sou o Caminho” (Jo 14, 16). Tudo se concentra na própria pessoa de Cristo. A Ele nós queremos amar e imitar. Com Ele teremos condições para transformar a nossa própria vida. Então se concretiza a fé, firmemente ancorada. Nós nos transformamos, a partir de dentro, e não por imposições externas. “Quem fica unido a mim, e eu a ele, dará muito fruto” (Jo 15,5). Sem âncora espiritual, a escuridão acaba com qualquer moral.
Dom Aloísio Roque Oppermann
Arcebispo de Uberaba
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