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Orar é dialogar

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OraçãoPara mim, a oração é um impulso do coração, é um simples olhar lançado ao céu, um grito de reconhecimento e amor no meio da provação ou no meio da alegria.
Santa Teresinha definia assim a oração: “Para mim, a oração é um impulso do coração, é um simples olhar lançado ao céu, um grito de reconhecimento e amor no meio da provação ou no meio da alegria“.

A oração é um impulso do coração, é o coração que reza. A Sagrada Escritura define o coração como a casa em que estou, em que moro, o lugar da decisão, onde escolhemos a vida ou a morte. O coração é o lugar do encontro com Deus, o lugar da Aliança.
 
A oração, portanto, não é e nem deve ser monólogo. Tem de ser um diálogo, e é necessário aprender a se calar para ouvir o Senhor. Em um diálogo falam os dois.  Mesmo se Deus fala sem elevar Sua Voz, é preciso saber ouvi-Lo. Pois, só há oração se houver encontro, diálogo na fé, com o Senhor.
 
A oração é uma conversa entre amigos. Por isso, a primeira condição para o diálogo é uma pausa nas atividades do dia-a-dia que nos absolvem e nos agitam. Para rezar, para fazer um oração, é preciso parar. Aos poucos, se formos constantes na oração, conseguiremos rezar em todos os momentos de nossa vida: trabalhando, comendo, pensando. Porém, a oração, exige sempre, ou quase sempre, uma parada. Um tempo dedicado ao diálogo com o Senhor, em que Ele é o Tudo e em que nada ou ninguém deve perturbar essa nossa conversa a sós com o Mestre.
 
O tempo de oração é essa audiência divina, um diálogo. A pausa é condição para o diálogo, que não precisa, forçosamente, de palavras. Normalmente começa-se assim: eu falo, ou ouço a Deus que fala. Mas depois, na purificação do interior, o diálogo não exige muitas palavras. Basta que os corações dialoguem, que os olhos se cruzem: diálogo de presença de amor.
 
Santa Teresinha do Menino Jesus transmitiu exatamente isso à sua enfermeira, quando esta perguntou o que dizia ela a Deus quando rezava: “Eu não Lhe digo nada, eu O amo”.
 
A oração, o diálogo, sincero, consciente, livre, levará à entrega da nossa vida: “A oração, quer saibamos ou não, é o encontro entre a sede de Deus e a nossa. Deus tem sede de que nós tenhamos sede d’Ele” (Santo Agostinho).
Faça essa experiência, abandonando todos os pensamentos que absorvem sua vida, ainda que por um instante diário, e entregue-se a este diálogo de amor com Deus.
 
A presença de Deus nos cura e liberta de todos os males espirituais e físicos. O Amor de Deus, que fala conosco, nos salva. Este é o segredo da oração!


Pe. André Eduardo G. Lourenço

Revista Brasil Cristão – nº 120 – Julho de 2007



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