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Perdoe, peça perdão e ame sua família!

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Parentes"Precisamos olhar para nossas famílias como um lindo presente de Deus e dizermos então que apesar de tudo ela é uma bênção que Deus nos deu..."
Leia o testemunho a seguir e reflita um pouco sobre a sua vida:
 
“Quando tinha 1 ano de vida, meus pais se separaram devido a escândalos, bebidas, mulheres e várias decepções que envolveram o casamento deles. Foi exatamente no carnaval de 1973 que a separação ocorreu. Devido a esta separação, minha mãe teve que ir à luta deixando eu e meu irmão mais velho sob os cuidados de outras pessoas. Esta era minha segunda separação, ou seja, por causa dos problemas conjugais fiquei sem meu pai e por causa da situação financeira, fiquei sem minha mãe que tinha que trabalhar.
 
Para uma criança isso era muito doloroso, mais aquela dor aumentou ainda mais quando meu pai se tornou um alcoólatra, causando em mim muita vergonha, tristeza, vazio, raiva. Meus colegas da escola, no dia dos pais, desenhavam e escreviam mensagens para seus pais e passavam o dia com eles, e eu não. Meus amigos de bairro passeavam com seus pais, e eu não. Tudo isso foi me machucando e causando uma revolta muito grande contra meu pai, pois quando ele vinha me visitar estava sempre muito bêbado e com vergonha e muita raiva eu evitava sua presença. O sentimento de raiva foi tão grande que logo se transformou no pior desejo que uma pessoa pode sentir: o de querer matar alguém dentro de si, no coração, e foi o que eu fiz. Aos treze anos de idade, o nome do meu pai era só um nome nos meus documentos e não mais na minha vida. Chegaram os momentos de vitória na minha vida, como formatura na escola, primeiro emprego, o exército e meu pai sempre ausente na minha lista de pessoas queridas. No meu casamento, não o convidei para ir; nasceu meu primeiro filho e também não o avisei.
 
Para mim, pai era só no documento e mais nada.
 
Até que Jesus, o Senhor de todas as coisas e meu Senhor, começou a me falar sobre o perdão para com meu pai. Eu já tinha 28 anos de idade, 5 anos de caminhada na Igreja, mas lutando contra a vontade de Deus: perdoar no coração e face a face o meu pai.
 
Já não podendo mais resistir aos apelos do Espírito Santo comecei a trabalhar o perdão dentro de mim. Foram muitas orações, Eucaristias, terços, e enfim, senti que o perdão no  coração já havia sido realizado, ou seja, ter pai passou a ser algo real dentro de mim e já podia sentir que eu tinha pai, com todos os defeitos, mas tinha. O Espírito Santo não havia realizado completamente os desígnios do Pai em mim, então, Ele me convenceu que eu tinha que falar face a face com meu pai e perdoá-lo. Fui vencido por Deus! Marquei com minha esposa a data da viagem, pois moro em Resende e meu pai estava morando em São José dos Campos - SP. Estava tudo certo para a viagem, quando 7 dias antes, numa tarde de domingo, toca o telefone e eu atendo. Era o irmão do meu pai avisando que ele havia falecido devido a um acidente. Um instante de silêncio... e tomei uma decisão. Reuni minha mãe, meus irmãos e fomos para São José dos Campos. Lá encontrei a tristeza da separação, o vazio não preenchido por ele e a dor de não ter decidido antes, mas mesmo assim rezei por ele, pedi perdão e perdoei, pois acredito que Deus pode tudo, inclusive, levar os meus sentimentos onde meu pai estava.

Precisamos olhar para nossas famílias como um lindo presente de Deus e dizermos então que apesar de tudo ela é uma bênção que Deus nos deu...Meu pai Airton dos Santos Gonçalves é uma minha bênção.”
 
Anderson de Oliveira Gonçalves

Caro irmão, não espere os golpes da vida ou da morte chegar para você decidir pelo certo.
O certo é o perdão.
Perdoe, peça perdão e ame sua família.


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